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terça-feira, 16 de julho de 2013

Acompanhando o desenvolvimento e a preparação para uma possível mudança

 Olá, queridos amigos! 
 Como vocês já sabem, eu acompanho Duda em todas as terapias e consultas. 
 No início, em Outubro de 2012, ela passou por algumas consultas psicológicas, com psicólogos diferentes. E a consulta psiquiátrica foi somente em Dezembro, dois meses depois. 
 Em Outubro, Duda frequentou o grupo "Aozorá" (céu azul), indicado pela prefeitura. Confesso que, no início, era impossível assistir a aula toda com ela. Não sentava, não parava quieta por nenhum minuto. Não aceitava ser contrariada e tinha ataques de raiva muito fortes. Era a criança com o comportamento mais difícil da turma. 
 As professoras tinham que interromper a aula várias vezes por causa dela.  Eu ficava muito constrangida com tudo, tentava controlar os ataques e a hiperatividade, mas sem nenhum sucesso. 
 Nesse grupo, em toda a instituição, nós sabemos que toda criança que frequenta, possui algum tipo de deficiência. Por isso, a palavra preconceito aqui, não existe. 
 Eu notava que as outras mães olhavam pra Duda, mas, porque ela chamava atenção. Não eram olhares de espanto ou de cobrança, mas mesmo assim eu não conseguia me sentir à vontade. 

 Nessa época, pensei em procurar apoio psicológico pra mim. Eu não conseguia lidar com minha filha, não conseguia me comunicar com ela. Isso me afetou muito. Noites mal dormidas e uma rotina diária extremamente estressante. 
 Na primeira consulta com a psicóloga, marcamos a consulta psiquiátrica. Mas, a fila de espera era de 1 ano e 3 meses. Me disseram que sempre aconteciam desistências e que a data da consulta poderia ser adiantada. Ok, seguimos assim. 
 Frequentamos o Aozora 2 vezes por semana durante Outubro e meados de Novembro, que foi quando eu já não aguentava mais, tive que pedir ajuda. 
 O comportamento de Duda só piorava. Era uma criança incontrolável. 
 Pedi para ter uma conversa em particular com as professoras, e perguntei sobre a consulta psiquiátrica, quanto tempo nós teríamos que esperar, aproximadamente. Expliquei que Duda só regredia e eu já tinha perdido o controle da situação. 
 As professoras já tinham notado a impulssividade dela, e ficaram assustadas com o meu relato. Me
disseram pra ficar despreocupada que elas iriam dar um jeito de acelerar a consulta, pois o caso da
Duda era urgente, esperar só agravaria ainda mais a situação. 
 Uma das professoras foi pessoalmente pedir urgência da consulta, e conseguiu marcar pra início de Dezembro. 
 Aqui nessa instituição, foi a primeira vez que isso aconteceu. Para vocês terem uma noção de como era difícil o comportamento dela.  
  Com a consulta, veio o diagnóstico fechado e uma luz que me ilumina até hoje.  Conseguimos vaga no jardim de infância, e, à partir de Abril, iniciariam as aulas e terapias. 
 Com 1 mês frequentando as aulas, Duda teve um desenvolvimento inacreditável. Quem viu ela no início, fica espantado. 


 Esse desenvolvimento não parou. Aqui, eles fazem aulas de educação individual, é 1 professora por aluno, juntamente com o responsável. Esse dia serve pro responsável participar da aula em tempo integral e poder notar os avanços. O último que Duda teve, foi quarta-feira passada (dia 10). Até eu me espantei. Nunca, em nenhum momento eu desacreditei que Duda se desenvolveria, mas o progresso tem sido tão grande, que não tem como não se espantar. 
 Cumprimenta as pessoas, espera sua vez nas brincadeiras, come ser brincar com os alimentos e tem se comunicado através de gestos e usa algumas palavras, em japonês. 
 À partir do momento em que eles conseguem assimilar as coisas, e conseguem fazer tudo que aprendem com a TVD (terapia de vida diária), é sinal que eles conseguiram passar por essa fase e estão prontos pra conviver em sociedade. 
 Duda está nesse caminho. Escrevo isso com os olhos cheios d'água. Me emociono só de pensar que conseguimos passar por tudo isso sem desistir.
 Fico muito feliz e ao mesmo tempo, sinto medo. Medo de como ela será recebida por crianças "normais". Se vai se sentir diferente, se vai sofrer qualquer tipo de preconceito, se vai se adaptar com facilidade. 
 Mas, sei que se ela for para o jardim de infância "normal", é porque ela conseguiu. E será só mais uma fase a ser concluída. 
 Essa angústia será minha companheira enquanto eu viver, isso é fato. 
 Sempre falo pra minha filha mais velha nunca tratar outra criança com indiferença por ela ser, de alguma forma, diferente das outras. Ajude se for preciso, ensine, segure nas mãos e faça junto. Criança é um trequinho ruim, gente. ^_^ Quando eles cismam de tirar sarro, rir do amiguinho, não tem jeito. Isso é normal e com certeza vai acontecer. Mas, não custa nada orientar e explicar de uma maneira que eles entendam.  
 O preconceito é feio e vem de berço.




 Um vídeo pra criançada entender o amiguinho autista: 


http://youtu.be/o32v1puYD0g



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